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Mariko Nakahira: uma ponte unindo Brasil e Japão

Por: Texto: Osni Dias. Fotos: Alline Nakamura

Liberdade. Isso é o que mais chama a atenção da excepcional artista Mariko Nakahira no Brasil. Entre uma música e outra em sua apresentação na 5ª Japan Fest, em Atibaia, a cantora nos recebeu para uma rápida conversa, em que falou sobre sua carreira, a música brasileira, seu CD e a ajuda humanitária às vítimas do tsunami no Japão.


Nakahira foi uma criança precoce e aos três anos de idade já cantava, guardando dentro de si o sonho de um dia ser uma grande artista. Aos 16 anos enfrentou a sua primeira prova de fogo, conquistando o prêmio de melhor cantora no programa “Nasce uma Estrela”, no Japão. No ano seguinte, se manteve 10 semanas seguidas numa competição na TV e sagrou-se a campeã mais jovem do 33º Campeonato Nacional da Música Japonesa (Zen Nihon Kayo Senshuken). Depois disso, conheceu uma sequência de sucessos.


Mariko interagindo com a plateia no 5 Japan Fest, em Atibaia

Em 1975 a cantora iniciou sua carreira artística como Mariko Naka, através da Hori Production & Disco Polidoro, mas uma série de incidentes a afastaram dos palcos nos anos seguintes. Há cerca de 10 anos ela voltou a atuar como cantora e tem se dedicado a uma turnê onde interpreta canções em vários idiomas – inglês, italiano, francês, castelhano e português. Em Atibaia, conquistou o público com seu carisma, sendo acompanhada pela animada plateia que cantou com ela "Mas que nada", canção composta pelo cantor brasileiro Jorge Ben Jor gravado em 1963 para seu primeiro álbum, "Samba Esquema Novo".


Professora Mie Kato e Mariko Nakahira em um dos intervalos do show em Atibaia

"O Brasil é maravilhoso, as pessoas têm liberdade para se expressar", disse ela à reportagem. Mariko conheceu o Brasil por meio de uma amiga e descobriu que no Brasil havia um grande número de descendentes que sentiam muita saudade do Japão. Foi então que ela decidiu conhecer o país e aceitou cantar para a colônia japonesa. Sua decisão levou em conta o fato de que "os brasileiros são muito carinhosos".


Apoteose final do espetáculo celebrado com crianças jovens e adolescentes no palco da 5 Japan Fest

A música brasileira chegou aos ouvidos da cantora por intermédio de Tom Jobim, cuja musicalidade já era conhecida pelos japoneses. Mariko já conhecia a bossa nova, mas nunca havia cantado em português. "Quando cheguei aqui soube que todos gostavam da música de Jorge Ben, foi então que decidi cantar Mas que nada”. Em seu repertório, músicas como Garota de Ipanema e Fascinação costumam ser apresentadas ao público. 


Grupo Jovem de Bon Odori e Matsuri Dance da Associação Fukushima Kenjin de Atibaia
no 5 Japan Fest

Ela nos conta também que esteve em Fukushima visitando as vítimas do tsunami que atingiu o país em março de 2011. Desde que ocorreu a tragédia ela tem percorrido os locais atingidos levando a música e mensagens de força e carinho para os japoneses. Segundo ela, seu CD foi entregue aos japoneses e parte da renda arrecadada com a venda por entidades assistenciais tem sido revertida para as vítimas. Do Brasil ela também leva mensagens de paz para que os japoneses possam ter energia  e esperança no futuro.


Kawasuji Seiryu Daiko - show de Taiko foi um espetáculo à parte no Balneário de Atibaia

É a sétima vez que a artista visita Atibaia. Mariko Nakahira simboliza uma ponte entre o Brasil e o Japão, criando assim um sentimento de união entre os dois países. "Ganbatte", segundo explica – expressão muito utilizada pelos japoneses, que geralmente significa "ânimo!" – com os desejos de que a pessoa consiga alcançar um objetivo ou superar uma barreira.

Além da liberdade, algo mais chama a atenção de Mariko. "Vi muita gente trabalhando na agricultura, cuidando de flores e da tradicional cultura japonesa, um respeito muito grande para com o povo japonês", disse ela. "Estou feliz e vou levar essa imagem ao Japão. Toda vez que eu encontrar flores e morangos, vou me lembrar de Atibaia", conclui.

Fonte: http://www.atibaia.com.br/noticias/noticia.asp?numero=29004
 

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